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Ranking de segmentos que mais crescem no Brasil em 2026

Ranking de segmentos que mais crescem no Brasil em 2026

5 de fevereiro de 2026
7 minutos

Antecipar movimentos do mercado deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência para crescer de forma consistente. 

Em um contexto de consumo mais seletivo, pressão por eficiência e expansão cada vez mais criteriosa, compreender quais setores ganham tração e quais perdem fôlego é o que diferencia decisões estratégicas de apostas no escuro.

A Kognita analisou a vitalidade de diferentes segmentos do varejo e de serviços no Brasil, identificando padrões claros de expansão, estagnação e retração. O resultado é um retrato fiel do momento atual, que contribui para projetar onde estão as oportunidades mais concretas rumo a 2026.

Mais do que um ranking, o estudo evidencia comportamentos de consumo, mudanças estruturais e sinais antecipados de transformação econômica. Confira!

O que significa a vitalidade de um setor e por que isso importa para decisões de expansão

Vitalidade é a capacidade de um setor de se renovar, atrair demanda, sustentar crescimento e viabilizar novas operações. 

Setores com alta vitalidade tendem a concentrar investimentos, inovação e expansão territorial. Já aqueles com baixa vitalidade sinalizam desgaste do modelo de negócio, perda de relevância ou desalinhamento com o novo perfil de consumo.

E aqui cabe um alerta importante: baixa vitalidade não é apenas um problema setorial, é um sinal de economia sem fôlego.

Quando setores inteiros começam a perder vitalidade, o impacto deixa de ser pontual e se espalha por toda a cadeia: afeta fornecedores, empregos, renda e, por consequência, o nível geral de consumo.

Top 10 segmentos com maior vitalidade: onde estão as oportunidades de expansão do mercado

Os segmentos com maior vitalidade apresentam uma combinação consistente de fatores como:

  • Forte aderência ao digital
  • Modelos de negócio escaláveis
  • Alto apelo ao consumo recorrente
  • Capacidade de operar de forma omnichannel

Entre os destaques estão setores ligados ao entretenimento digital, serviços financeiros alternativos, conveniência, alimentação rápida e soluções orientadas à experiência do consumidor. Eles se beneficiam de um público que valoriza imediatismo, personalização e acesso simplificado.

Vale destacar que não se trata apenas de crescimento em volume, mas da capacidade de adaptação rápida a novos hábitos, canais e formatos de consumo.

Confira o top 10 dos segmentos com maior vitalidade:

Posição Segmento Divisão Vitalidade
01 Atenção Ambulatorial NE Saúde Humana +1,00
02 Terapia Ocupacional Saúde Humana +1,00
03 Jogos de Azar (NE) Jogos e Apostas +1,00
04 Psicologia e Psicanálise Saúde Humana +0,99
05 Fonoaudiologia Saúde Humana +0,82
06 Enfermagem Saúde Humana +0,71
07 Nutrição Saúde Humana +0,69
08 Alojamento de Animais (Pet Care) Serviços Pessoais +0,55
09 Peças e Acessórios Usados para Motos Veículos e Peças +0,55
10 Pronto-Socorro e Unidades Hospitalares Saúde Humana +0,47

Dos 10 segmentos com maior vitalidade da economia brasileira, 7 pertencem à divisão de Saúde Humana, e isso está longe de ser coincidência: trata-se de um movimento estrutural no país.

O envelhecimento acelerado da população, a intensificação da urbanização, o aumento da renda destinada ao bem-estar e a crescente conscientização sobre saúde física e mental estão redesenhando as prioridades de consumo e investimento.

A economia da saúde avança sustentada por demanda contínua, especialização técnica e maior valor agregado. O crescimento não vem apenas do volume, mas da complexidade: serviços mais sofisticados, tecnologias médicas avançadas, cuidados prolongados e soluções integradas de prevenção e qualidade de vida.

Bottom 10 segmentos com menor vitalidade: riscos estratégicos para varejo e real estate

Na outra ponta, os setores com menor vitalidade compartilham alguns padrões recorrentes: forte dependência do ponto físico tradicional, baixa diferenciação, modelos de negócio pouco flexíveis e dificuldade de diálogo com as gerações mais jovens.

Esses segmentos costumam sentir primeiro os efeitos da desaceleração do consumo e das mudanças de comportamento do consumidor. O impacto aparece na redução do ritmo de expansão e, em muitos casos, em movimentos claros de retração.

Vitalidade em queda é um sinal inequívoco de que a economia começa a perder potência e de que decisões de expansão exigem cautela redobrada.

Confira o ranking:

Posição Segmento Divisão Vitalidade
01 Equipamentos de Informática Varejo -1,00
02 Litotripsia Saúde -1,00
03 Restauração de Patrimônio Cultural Cultura -1,00
04 Farmácia Homeopática Varejo -0,99
05 Casas de Bingo Jogos -0,98
06 CDs, DVDs e Fitas Varejo -0,96
07 Apostas em Corridas de Cavalos Jogos -0,76
08 Discotecas e Danceterias Lazer -0,74
09 Materiais de Construção Varejo -0,73
10 Recarga de Cartuchos Varejo -0,70

O paradoxo das apostas: digital x físico e o impacto na ocupação de pontos comerciais

Um dos movimentos mais reveladores do estudo aparece no universo das apostas. 

Enquanto as plataformas digitais apresentam alta vitalidade e crescimento acelerado, atividades tradicionais (como apostas em corridas de cavalo) seguem em trajetória consistente de declínio. 

Esse descolamento não é pontual nem conjuntural: ele reflete uma mudança estrutural na forma como o entretenimento é consumido, distribuído e monetizado.

O contraste entre esses modelos evidencia transformações mais amplas do mercado:

  • Digital x físico
  • Escala x limitação geográfica
  • Experiência fluida x experiência restrita

As plataformas digitais operam com vantagens claras: conveniência, acesso imediato, personalização baseada em dados e integração orgânica à rotina do consumidor. 

Já os modelos físicos tradicionais enfrentam barreiras relevantes, como menor frequência de uso, custos fixos elevados, dependência do ponto comercial e dificuldade de atrair novas gerações.

Não se trata do fim do entretenimento físico, mas de uma redefinição profunda do seu papel. O espaço deixa de ser o centro da operação e passa a ser um elemento da jornada. Entender essa transição é essencial para decisões mais assertivas sobre ocupação, mix de lojas e estratégias de longo prazo em ambientes comerciais.

O que esses movimentos revelam sobre o comportamento do consumidor brasileiro?

Ao observar os setores que ganham tração e aqueles que perdem vitalidade, emerge um conjunto consistente de padrões no comportamento do consumidor brasileiro. 

Mais do que mudanças pontuais, trata-se de uma redefinição das expectativas em relação a tempo, acesso, experiência e valor.

O consumidor passou a priorizar conveniência e economia de tempo como critérios centrais de decisão. Experiências longas, pouco intuitivas ou excessivamente burocráticas enfrentam crescente resistência, mesmo quando o produto em si permanece relevante. A fricção, hoje, é um custo que muitos consumidores simplesmente não estão dispostos a pagar.

Nesse contexto, o digital deixou de ser apenas um canal complementar e passou a operar como infraestrutura básica de consumo

Ele organiza a jornada, define expectativas de velocidade e personalização e influencia a percepção de valor, inclusive nas experiências presenciais. Operações que não incorporam essa lógica tendem a perder relevância, independentemente do ponto físico que ocupam.

Outro ponto-chave é a mudança na lógica de escolha do local de consumo. O endereço, isoladamente, perdeu protagonismo. O que pesa é a jornada: facilidade de acesso, integração entre canais, proximidade com outros usos e adequação ao ritmo cotidiano do consumidor.

O espaço físico passa a ser avaliado pelo papel que cumpre dentro dessa jornada, e não apenas pela sua localização geográfica.

Esses comportamentos ajudam a explicar por que alguns segmentos aceleram enquanto outros ficam para trás e reforçam a necessidade de estratégias que combinem experiência, tecnologia e leitura precisa do contexto urbano e de consumo.

Como líderes C-level podem usar dados para antecipar oportunidades de mercado

O verdadeiro diferencial competitivo não está em reagir aos movimentos do mercado, mas em antecipá-los com precisão. 

Para líderes C-level, dados deixam de ser instrumentos de diagnóstico e passam a funcionar como uma alavanca estratégica de crescimento quando são integrados à tomada de decisão.

Ao cruzar indicadores de vitalidade setorial com inteligência territorial, comportamento de consumo e dinâmica urbana, a empresa amplia sua capacidade de leitura do mercado antes que as tendências se tornem evidentes para todos. 

Esse tipo de análise permite ir além do “onde expandir” e responder perguntas mais estratégicas: quando expandir, em qual formato, com qual proposta de valor e com que nível de risco.

Na prática, essa abordagem possibilita:

  • Identificar setores com maior potencial de expansão sustentável, evitando movimentos baseados apenas em crescimento passado
  • Selecionar regiões com maior aderência ao perfil da operação, considerando fluxo, renda, hábitos de consumo e concorrência
  • Reduzir riscos ao antecipar sinais de saturação, mudança de comportamento ou perda de vitalidade
  • Priorizar investimentos com maior probabilidade de retorno, alinhando capital, timing e estratégia

Além de apoiar decisões, o uso inteligente de dados cria uma vantagem estrutural: permite que a liderança enxergue o mercado como um sistema em movimento, e não como uma fotografia estática. 

É nesse momento que os dados deixam de ser retrospectivos e passam a ser estratégicos, orientando escolhas com impacto direto em crescimento, eficiência e valor de longo prazo.

Dados como bússola para decisões estratégicas em expansão, varejo e real estate

O ranking de vitalidade deixa claro que crescer sem dados é um risco crescente. Em um ambiente competitivo, expansão exige precisão: setor certo, local certo, momento certo.

Na Kognita, transformamos levantamento de dados, inteligência territorial e modelagens preditivas em insumos para decisões reais, apoiando líderes, times de expansão, varejo e real estate na definição do ponto certo, do setor certo e do timing adequado para crescer.

Porque, no fim, não basta saber onde o mercado esteve. O que realmente importa é para onde ele está indo.

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